segunda-feira, 24 de maio de 2010
Portugal decepciona !
Portugal mostrou hoje um jogo pálido parecido com a cara do seleccionador.
Se não fizer melhor daqui para a frente não sei não.
Coração Trai BETO aos 42 Anos
A minha singela homenagem ao cantor BETO que ontem nos deixou vitima de AVC.
"Fizeram-me a vida negra"
Por Luís Rosa
Em entrevista ao SOL, o antigo presidente da Liga de Clubes conta as pressões que sofreu enquanto esteve à frente do organismo que tutela o futebol profissional.
O presidente do FC Porto deixou-o de mão estendida no Estádio do Algarve. Vêem-no como aliado do Benfica, mas define-se como sportinguista e 'aliado do futebol'. Hermínio Loureiro, ex-presidente da Liga de Clubes, fala pela primeira vez das pressões no futebol.
Valentim ou Pinto da Costa nunca lhe disseram para controlar o que Ricardo Costa (presidente da Comissão Disciplinar da Liga) andava a fazer?
A única pessoa que me falou do Ricardo Costa foi o Adelino Caldeira, vice-presidente do FC Porto, a 3 de Setembro de 2008 num almoço no restaurante Lusíadas, em Matosinhos. Ele foi clarinho e apreciei a frontalidade. Disse-me: ‘Meu caro, ou você corre com o Ricardo Costa e tem a vida facilitada ou vamos fazer-lhe a vida negra’. Certo é que não mudei a orientação de total autonomia que dei desde o início à Comissão Disciplinar. Desde esse dia que percebi que me iam fazer a vida negra e fizeram.
Por que queria o Porto afastar Ricardo Costa?
Tem a ver com as decisões disciplinares do Apito Dourado, como é evidente. Mas, em nenhuma circunstância, o presidente da Liga podia destituir este ou aquele. O Filipe Soares Franco, presidente do Sporting, também várias vezes sugeriu que eu substituísse o Vítor Pereira – que é a pessoa que mais percebe de arbitragem em Portugal. Não sei se o futebol português está preparado para a autonomia que eu decidi. Porque o presidente da Liga é fustigado por todos (por dirigentes, por especialistas de tudo e coisa nenhuma, por comentadores de segunda e terça-feira) sobre matérias sobre as quais não tem a mínima responsabilidade.
O que aconteceu depois dessa conversa com o Adelino Caldeira?
Essa conversa foi tida num registo de grande urbanidade. Mas a partir desse momento aconteceram coisas absolutamente artificiais como a novela da entrega do troféu de campeão que levou o Porto a escrever uma carta ao secretário de Estado do Desporto a fazer queixa da Liga. O barulho que fizeram! Quando se sabe que esteve marcada a cerimónia – combinada por Óscar Fernandes, funcionário da Liga, que tratou tudo com o FC Porto – e que essa entrega não foi feita porque Pinto da Costa tinha casamento marcado com a senhora Filomena. Obviamente, se o presidente do Porto não estava presente, a Liga não ia fazer essa entrega. E Tiago Craveiro, secretário-geral da Liga, várias vezes falou com Antero Henriques (director do FC Porto) para tentar marcar uma data para a entrega do troféu, mas nunca havia disponibilidade. Criou-se a ideia de que a Liga não queria entregar o troféu ao Porto – isto cabe na cabeça de alguém?
Quando entregou a taça, deve ter ouvido a maior assobiadela na sua vida.
Depois de toda a intoxicação que foi feita, não esperava outra coisa. Recordo-me de que os funcionários do Porto foram de uma correcção extraordinária. Mas lembro-me também que, quando saí da sala para entregar o troféu, ouvi um diligente funcionário do Porto a dizer: ‘Desliguem a musica! Desliguem a musica!’. Era para se ouvirem melhor os assobios. Nunca vi entregar um troféu sem música. Foi original. Foi claramente uma história montada para criar problemas e desgaste, para fazer com que eu não fosse entregar o troféu. Para depois me acusarem de lá não ter ido. As pessoas conheciam-me mal.
Quando foram conhecidas as decisões da Comissão Disciplinar sobre o Apito Dourado alguma vez sentiu a sua segurança ou da sua família em causa?
São matérias sobre as quais não gosto de me pronunciar. São coisas do foro pessoal. Apenas quero dizer que nunca tive segurança pessoal.
Esta época a Liga voltou a ser acusada pelo Porto de beneficiar o Benfica com a suspensão do Hulk e do Sapunaru. Passou a ser um inimigo do Porto?
Não sou inimigo de ninguém. A partir do momento em que o presidente do FC Porto me deixa de mão estendida numa tribuna num jogo no Estádio do Algarve entre o Porto e o Sporting, é evidente que as relações pessoais não podiam ficar da mesma forma. A falta de educação fica com quem não retribui um cumprimento. Mas essa circunstância em nada criou dificuldades no relacionamento institucional entre a Liga e o Porto. Alias, o clube participou activamente e de forma construtiva em todas as reuniões de trabalho. Uma coisa é a relação Hermínio Loureiro/Jorge Nuno Pinto da Costa; outra coisa é a relação Liga/ FC Porto. Em circunstância alguma o Porto podia ser penalizado.
Demitiu-se em Março, quando o Conselho de Justiça decidiu reduzir a suspensão aplicada pela Liga a Hulk e a Sapunaru. Não acha que acabou por dar razão a quem o queria ver pelas costas?
Assumi as minhas responsabilidades. Não sendo jurista, entendi como uma enormidade a desproporção dos castigos aplicados aos jogadores Hulk e Sapunaru pela Comissão Disciplinar e pelo Conselho de Justiça. Não podemos confundir três jogos com quatro meses. Não estou aqui a dizer quem é que decidiu melhor. Deveria ter havido mais cuidado, porque a desproporção das decisões coloca em causa o trabalho de credibilização do futebol. Era preciso alguém tomar uma atitude.
A sua demissão foi um murro na mesa?
Foi um grito de revolta.
Não era mais lógico demitir-se Ricardo Costa?
Não. Se alguém tinha que se demitir, era eu. Nesse dia almocei com Pedro Passos Coelho na Mealhada e ia para Vagos para uma acção de campanha interna para a liderança do PSD. Sabe quem é que me ligou a dar nota da decisão do Conselho de Justiça?
Quem?
Não imagina. Foi Jorge Nuno Pinto da Costa. Fez questão de ligar-me para dizer qual tinha sido a decisão do Conselho de Justiça. Esta é a parte que posso contar desse telefonema.
Depois de o deixar de mão estendida, ligou-lhe para lhe comunicar a sua vitória no Conselho de Justiça. Você ainda não sabia de nada?
Não. A decisão deveria ter sido tornada pública naquele preciso momento. Não estou com isto a dizer que o presidente do Porto tivesse tido acesso a inside information. Estava dentro do carro, e recebi um telefonema de um número que não tinha gravado. Atendi e ouvi: ‘Daqui fala Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do FC Porto’. E transmitiu-me a decisão do Conselho de Justiça e depois disse-me um conjunto de coisas que não posso tornar públicas.
Porquê? Não são reproduzíveis?
Não posso, não devo. Sei o que é publicável e transmissível, e o que não é. A partir desse momento, procurei confirmar a informação, pois havia muita contra-informação a circular – a RTP chegou a noticiar uma coisa à hora de almoço que não se veio a confirmar. Mais tarde, o secretário-geral da Liga de Clubes confirmou-me a decisão. Perante esta situação, ponderei sozinho algumas horas e decidi renunciar ao cargo de presidente da Liga de Clubes. Informei os meus colaboradores e solicitei a todos os titulares de cargos nos órgãos da Liga que se mantivessem em funções para manter a normalidade.
A Santa Aliança
Inspirados na recente visita do Papa, a nova aliança política substituiu a velha AD pela nova SA - Santa Aliança.
Como podem ver na foto de circunstância tirada à saída da residência do PM a 13 de Maio, muito a propósito!
O Santo Ministro, em conjunto com o Cardeal Patriarca do PSD preparam-se para salvar o País e «enrab….» o povo. Sim a palavra, «enrab…» é muito a propósito: são sempre os mais pequenos e fracos que são molestados.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
Hino ao Futebol Português
Agora que a Selecção Nacional de Futebol está a estagiar na nossa cidade, importa alertar para alguns aspectos negativos que imperam nesta industria.
domingo, 11 de abril de 2010
Pobres dos nossos ricos !
A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos. Mas ricos sem riqueza. Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados. Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro e dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele. A verdade é esta: são demasiados pobres os nossos "ricos". Aquilo que têm, não detêm. Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas. Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram. Vivem na obsessão de poderem ser roubados. Necessitavam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por lança-los a eles próprios na cadeia. Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem (...)
MIA COUTO
Privatize-se, pois claro!
«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.»
José Saramago - Cadernos de Lanzarote - Diário III - pag. 148
quinta-feira, 1 de abril de 2010
A educação de outros tempos
"Na Infância as escolas ainda não tinham fechado. Ensinavam-nos coisas inúteis como as regras da sintaxe e da ortografia, coisas traumáticas como sujeitos, predicados e complementos directos, coisas imbecis como verbos e tabuadas. Tinham a infeliz ideia de nos ensinar a pensar e a surpreendente mania de acreditar que isso era bom. Não batíamos na professora,
levávamos-lhe flores."
* Rosa Lobato Faria*
sábado, 20 de março de 2010
É de inteira justiça que o IC6 não pare
O secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo Campos, reforçou o compromisso de estender o IC6 de Coimbra à Covilhã, ontem, na abertura do sublanço Catraia dos Poços/Arganil. "É de inteira justiça que o IC6 não pare", referiu.
"Justiça" foi a palavra mais usada por Paulo Campos para justificar a aposta do Governo na melhoria das acessibilidades no Interior. "O que estamos a fazer não é mais do que a nossa obrigação. É de inteira justiça que estes investimentos sejam feitos aqui. É de inteira justiça que o IC6 não pare e chegue à Covilhã", defendeu, na abertura do sublanço Catraia dos Poços/Arganil, integrado na empreitada do IC6 Catraia dos Poços/Tábua, adjudicada por 49,1 milhões de euros.
Imediatamente antes, havia discursado o presidente da Câmara de Arganil, Ricardo Alves, que juntou às palavras de "gratidão" pelas obras projectadas para a região um recado: "Desejamos todos que a obra do IC6 prossiga até Oliveira do Hospital e, depois, nas ligações à Covilhã e à Guarda". O secretário de Estado Adjunto, com raízes ali perto, garantiu o "empenhamento total" do Governo no "desencravar" das regiões do Interior. E lembrou que algumas "ainda são servidas por estradas construídas na Monarquia".
Do IC6, falta concluir a ligação entre Tábua e Covilhã, estando em curso os estudos de impacte ambiental, explicou Paulo Campos aos jornalistas. Metas temporais, por agora, não há, mas o responsável do Governo reiterou a importância de estreitar as distâncias entre as regiões do Interior, exemplificando: "Não existem acessibilidades que possam interligar, adequadamente, Coimbra e Viseu; Coimbra e Castelo Branco; e Coimbra e Guarda. A construção do IC6, com o IC7 e o IC37, permitirá fazer essa interligação".
Mais emprego, menos acidentes
Paulo Campos não duvida: a obra que o levou a visitar Tábua e Arganil vai melhorar a vida dos habitantes, e não só na óptica do desenvolvimento económico, com a potencial atracção de empresas criadoras de emprego. O secretário de Estado Adjunto realça, ainda, o bem estar das populações, que, "durante anos e anos, contribuíram para que as estradas fossem realizadas no Litoral". E a prevenção da sinistralidade rodoviária: "Conheço muito bem esta zona, sofri aqui vários dramas, de pessoas com quem partilhei, por exemplo, os tempos de escola. A estrada antiga, a EN17, não tem condições de segurança", disse.
quinta-feira, 18 de março de 2010
José Trocas-te
Perante uma plateia de cerca de 200 pessoas reunidas no Pavilhão de Portugal para discutir a Estratégia Nacional para a Energia, o speaker apresentou o primeiro-ministro como José Trocas-te
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
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