sábado, 19 de setembro de 2009

1000 Visitantes



A Vinte e cinco de Maio de 2009, decidi criar este Blogue com o único intuito de ir escrevendo sobre o que de melhor e pior acontecia pela nossa região. Pretendia tão-somente, dar largas à imaginação passando à escrita o que me ia na alma. Ao longo dos últimos anos fui e vou, participando em vários fóruns temáticos e seguindo com pouca atenção confesso, vários Blogues Regionais e Nacionais, comentado os artigos sempre que me parecia apropriado. No entanto, a dada altura decidi que poderia ser mais interventivo e ter espírito critico, relativamente aos factos mais relevantes que vão acontecendo um pouco por todo o lado, nomeadamente na nossa bela Cova da Beira.

Tenho por principio não louvar o que os eleitos para o Governo ou Autarquias fazem de bem feito, pois parto do principio que quando foram eleitos, assumiram essa responsabilidade perante nós. Por outro lado sou, bastante critico relativamente ao que não fazem e prometeram, e ou que fazem mal, sobretudo quando isso colide com os interesses das populações, alem disso, não consigo conceber, que os eleitos usem o poder para se servir e não para servirem. Dirão que estou sempre do contra, mas esta é a melhor forma de dizermos aos responsáveis que nos governam quer nas Juntas, quer nas Câmaras quer mesmo no Governo que é possível fazer mais e melhor, obviamente sobre o meu ponto de vista, que até pode não ser o mais correcto.


Fui e vou escrevendo sozinho, e com o conhecimento de uns, muito poucos amigos, até que achei e incentivado por estes, que a minha mensagem podia começar a chegar um pouco mais além. A Vinte e oito de Junho decidi abrir o Blogue a comentários do exterior com moderação, e coloquei um simples contador de visitas para analisar afinal se valia a pena continuar na blogosfera. A resposta não se fez esperar e hoje dezanove de Setembro o blogue atingiu o número de mil visitantes, vindos sobretudo do norte de Portugal, ultimamente muitos da nossa região, mas também com visitas e participações do Brasil, Estados Unidos da América, França, Espanha, Suíça, Holanda, Inglaterra e outros. É pouco, bem sei, quando comparado com blogues da nossa região que têm essas visitas diariamente, mas a mim dá-me alento para continuar neste caminho solitário mas sabendo que vos tenho por perto.


Não tenho qualquer tipo de pretensão com a minha escrita a não ser a de dar a minha opinião livre, de um Homem livre, que anda minimamente atento à realidade global, e sobretudo às questões nacionais e regionais.


Confesso que na minha juventude fui activista partidário e cheguei mesmo a ser deputado municipal nos anos idos de 1979, tendo tido uma recaída (não me arrependo) em 1989, ano em que fui eleito para uma Assembleia de Freguesia do concelho e pertenci à direcção de uma colectividade. A partir dessa data nunca mais participei fosse no que fosse dedicando-me de alma e coração à minha família e actividade profissional que me tomavam por completo o tempo.


Hoje, sou um cidadão, ex-operário, ex-técnico, ex-empresário, desempregado à força sem qualquer tipo de subsídio, um cidadão anónimo, e que assim se quer manter, mas que ainda tem muito para dar a esta sociedade que se quer mais justa, onde as oportunidades sejam iguais para todos.


É evidente que o período eleitoral que atravessamos nos permite a todos ter um maior papel critico sobre o que se passa na sociedade, e nos leva a participar quer em blogues como este, quer em fóruns, quer em simples conversas de café ou mesmo participando na prática na vida politica, através da inclusão em listas candidatas sobretudo às autarquias, pois às legislativas isso está guardado para muito poucos.


Mas passado este período, devemos de forma clara ir tomando posição sobre o que se vai fazendo de melhor e pior em todos os locais. Temos de ter espírito crítico, e estar presentes na vida pública e politica para que aqueles que ajudamos a eleger não se esqueçam que existimos como têm feito de há cerca de 30 anos a esta parte. Não nos deixemos vergar pela soberba do poder.


Obrigado por me aturarem.



O despencar técnico





Copyright: HenriCartoon

Gatos Fedorentos - Entrevista a Paulo Rangel


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Tributo a Patrick Swayze


O corpo de Patrick Swayze, que morreu aos 57 anos na passada segunda-feira, após uma dura batalha contra um cancro no pâncreas que lhe foi diagnosticado em Fevereiro de 2008, foi cremado ontem em Los Angeles.




Portugal tem um novo desempregado a cada quatro minutos

O Povo Português tem de estar atento a esta realidade criada pelas politicas neo-liberais practicadas pelo sucessivos Governos deste País (PS+PSD+CDS).


Entre Agosto de 2008 e o mês passado os centros de emprego do IEFP registaram, em média, um novo desempregado a cada quatro minutos, segundo dados revelados esta sexta-feira pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).
A 27 de Setembro temos de castigar os culpados.

O Limite do cinismo acabou de ser ultrapassado !

A presidente do PSD considerou hoje que o PS trouxe o medo a Portugal como não acontecia desde o 25 de Abril, que as pessoas temem ser escutadas, e propôs-se devolver a liberdade ao país.

Manuela Ferreira Leite falava em Aveiro, num "jantar convívio"
"Aquilo que o PS trouxe foi medo, medo. As pessoas têm medo", declarou.

Não resisto a colocar de novo este video (desculpem a maçada)


Mais uma Sondagem


18-09-2009 - da SIC
O Povo ainda tem tempo de contrariar esta sondagem pois na amostragem diz-se que 15% podem mudar a intenção de voto

Novo Plano de Ordenamento em vigor na Serra da Estrela

O novo Plano de Ordenamento do Parque Natural da Serra de Estrela (PNSE) está em vigor desde o passado dia 9, data da sua publicação em “Diário da República”.

De acordo com o Governo, o documento, que abrange a totalidade do concelho de Manteigas e parte dos concelhos de Celorico da Beira, Covilhã, Gouveia, Guarda e Seia, destina-se «a garantir a conservação da natureza e da biodiversidade, a manutenção e valorização da paisagem, a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento económico das populações locais».

O seus objectivos fundamentais são, entre outros, promover a conservação dos valores naturais da Serra da Estrela e o desenvolvimento rural, enquadrando as actividades humanas «através de uma gestão racional dos recursos naturais, tendo em vista o desenvolvimento sustentável». Recorde-se que o Plano inicial, em discussão pública até Outubro de 2008, proíbe toda e qualquer construção em mais de 24 por cento da área do PNSE por causa dos recursos biológicos e geológicos únicos no mundo referenciados nas duas áreas de protecção especial definidas na proposta de Plano de Ordenamento (PO). Isso só será possível abaixo dos 1.800 metros de altitude, mas nos núcleos urbanos já existentes ou na sua periferia, situados maioritariamente nas outras duas áreas de protecção (especial de tipo 3 e complementar), onde já reside a grande maioria da população serrana. O objectivo é reduzir ao mínimo possível a permanência humana em zonas de reserva biogenética e classificadas como Rede Natura para não comprometer a qualidade ambiental deste território.

Já a problemática questão do eventual alargamento dos perímetros urbanos das 79 freguesias incluídas no parque natural ficou resolvida a favor dos autarcas. É que a proposta do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) remetia a sua alteração para o âmbito da revisão dos respectivos Planos Directores Municipais (PDM), uma vez que o PO «não é de natureza urbanística». Mesmo assim, o documento não foi consensual entre os autarcas dos seis municípios que integram um dos parques naturais mais antigos do país. Na altura, as Câmaras da Covilhã, Gouveia e Seia manifestaram divergências, resta saber se foram aceites pelo ICNB e incluídas na versão final do documento, que aguarda publicação em “Diário da República”.

Quatro níveis de protecção

A área de protecção especial de tipo 1, a mais restritiva, ocupa 5.935 hectares (6,7 por cento da área total do parque) e equivale à zona A da Reserva Biogenética do Planalto Superior. Ali encontram-se os «espaços onde predominam sistemas e valores naturais de interesse excepcional, incluindo formações geológicas e paisagísticas com elevado grau de naturalidade, e que apresentam no seu conjunto um carácter de elevada sensibilidade ecológica», refere o Plano de Ordenamento.

Na área de protecção especial de tipo 2 (15.478 hectares) fica a zona B da Reserva Biogenética do Planalto Superior e outras áreas de elevado valor biológico, como a Serra de Baixo, Piornos, Serra da Alvoaça, mata de Casal do Rei, Santinha e Belarteiro. No nível 3 (24.694 hectares), que serve de tampão entre a zona de maior valor ambiental e paisagístico do maciço central, estão incluídos sítios como o planalto de Videmonte, o Corredor de Mouros, o Souto do Concelho, o Espinhaço do Cão, o Vale de Loriga, a encosta de S. Bento, Santo Estêvão, a cumeada da Santinha e o Souto de Famalicão. Finalmente, na área de tipo 4 – o nível mais baixo de protecção – estão localizados os principais núcleos urbanos do parque e terrenos com vocação agrícola.

In Jornal o Interior

Gatos Fedorentos - Entrevista a Francisco Louça


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Entrevista de Luís Garra ao Jornal do Fundão

“Não estamos condenados a este bailinho PS-PSD”
 
Luís Garra volta, dez anos depois, a dar a cara pela CDU como cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Castelo Branco, distrito que há muito se habituou a vê-lo em acção, encabeçando acções contra o encerramento de unidades fabris e despedimento de trabalhadores. O coordenador da União de Sindicatos de Castelo Branco e candidato a deputado em grande entrevista
JORNAL DO FUNDÃO – O PCP sozinho ou liderando as coligações APU e CDU, nunca conseguiu eleger um deputado pelo círculo eleitoral de Castelo Branco. O que pensa que poderá vir a ser diferente este ano para que possa assegurar a eleição?
LUÍS GARRA – Disse, e disse bem, que a CDU nunca elegeu um deputado e convém recordar que já esteve a 79 votos de eleger um deputado pelo distrito de Castelo Branco. E há, neste momento, elementos que introduzem factores de confiança que creio que importará serem aqui realçados. Desde logo, o facto de eu ter mais dez anos em relação à última vez em que fui candidato. Tenho mais experiência, mais conhecimento da realidade...
E é mais popular?
Não é nesse sentido que me coloco...
Visibilidade?
Nem é uma questão de visibilidade. Sinto-me melhor preparado para exercer essa função e creio que o eleitorado também percebe isso. Depois há outro elemento: os eleitos da CDU, e particularmente eu, estamos cá todos os dias, damos a cara nos bons e nos maus momentos das pessoas. Estamos cá e as pessoas sabem que podem contar connosco, que podem falar connosco, fazerem-nos perguntas e sabem que têm uma resposta. Pode não ser a melhor resposta, mas têm-na, não há um virar de costas às populações. Depois, há um quadro que é extremamente claro: o PS apresenta um não-candidato porque ele já foi eleito várias vezes deputado pelo distrito e José Sócrates abandonou o distrito, lançou-o na desertificação, no abandono, no envelhecimento e as pessoas sabem que não é pelo facto de terem um Primeiro-Ministro, que até é da Covilhã, que o distrito melhorou, que as condições de vida das populações melhoraram.
Em relação a outros candidatos...
Por outro lado, o PSD apresenta um candidato que não é do distrito, não conhece o distrito, não sabe o que é o distrito, não sente o distrito. É um pará-quedista que não é candidato para resolver os problemas das pessoas. É candidato para seguir a estratégia da líder que o nomeou. E depois temos outros candidatos. Aqui há dias uma pessoa com quem falava disse-me: “Eu gosto muito do Louçã”. E eu perguntei-lhe: “Mas você sabe quem é o candidato do Bloco de Esquerda por Castelo Branco?” “É o Francisco Louçã”. Não é. O Francisco Louçã é candidato por Lisboa, os votos das pessoas do distrito de Castelo Branco não contam para eleger Francisco Louçã. Mas quando pergunto se sabem qual é o candidato do BE, não sabem.
Mas não acha que essa é uma visão generalizada?
Mas o que estou a tentar dizer é, primeiro, não estamos a fazer eleições para Primeiro-Ministro, estamos a eleger deputados. Serão eles, depois que irão eleger o programa de governo, o governo e o seu Primeiro-Ministro. Vão eleger deputados do distrito de Castelo Branco.
A ideia da necessidade de uma ruptura com as políticas protagonizadas pelos partidos no poder nos últimos 30 anos não tem passado. E a prova é que a CDU não tem conseguido chegar aoParlamento por Castelo Branco. Não lhe parece que era preciso incluir algum dado novo, algo mais, para que pudesse ter lugar na Assembleia da República (AR)?
Entendo das suas palavras uma coisa muito positiva: o sentimento de que era importante que eu fosse eleito. Repare que ouço isso em muitos lados por onde passo. Não há proprietários de votos. O PS e o PSD têm uma concepção de que isto se vai decidir a dois, o povo é um povo amorfo, o povo não tem forma de pensar, aquilo que importa é esta bipolarização, a alternância entre PS e PSD e PSD e PS, em que sai um e entra o outro. A questão de fundo é as pessoas perceberem que não estamos condenados a esta alternância e a este bailinho que, no fundo, não resolve os problemas. Diz-me que a mensagem não passa, mas estamos a fazer um esforço para que passe. Agora, é evidente que os meios são desproporcionados.
Para chegar à AR, ainda para mais por um distrito que elege apenas quatro deputados, precisa crescer eleitoralmente – e muito. Onde é que pensa ir buscar os votos? Há uma luta muito particular entre a CDU e o BE pelos votos do eleitorado descontente à esquerda do PS?
Não. Repare, quem está preocupado com o BE é mais o PS do que propriamente a CDU. Nas últimas eleições para o Parlamento Europeu (PE), como sabe, a CDU cresceu. No distrito de Castelo Branco teve mais votos para o PE do que tinha tido há quatro anos para a AR. Não é apenas um crescimento percentual, é também um crescimento em número de votos.
Mas o BE também subiu...
Mas depois quem é que perde muitos votos? É o PS, em que uma parte deles vai para a abstenção – estamos a falar do PE –, outra parte terá vindo para o PCP, porque senão não cresceria, e uma parte foi para o BE. Nós não temos qualquer concorrência com o BE por uma razão muito simples: não está em causa se o BE é ou não de esquerda. Essa questão não se discute hoje. O problema é se é a força consequente que o PCP é. E a esse nível pensamos que não é. Que não é o facto de introduzir nuances novas no discurso que introduz consistência ideológica num projecto. É uma amálgama de ideias e depois tem esta função, de facto, que não é de tirar votos ao PCP – é de impedir que o PCP cresça mais. E aí creio que isso é prejudicial para a alternativa.
Acha que o BE é mais eficaz a captar votos de descontentes com o PS do que a CDU?
O voto na CDU é um voto difícil...
...ainda há um ressentimento histórico entre o PCP e o PS?
Eu li a entrevista do cabeça-de-lista do BE ao Jornal do Fundão e à Rádio Jornal do Fundão e há uma coisa que muito sinceramente não gostei. O Louçã, de certeza absoluta, não se revê naquele tipo de afirmação porque é mentirosa. E é feio um professor mentir porque dá mau exemplo aos alunos. Dizer que não há diálogo à esquerda porque o PCP não quer é uma falácia. Aliás, quem assistiu ao debate entre Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã facilmente percebeu que há ali um esforço consistente de procurar aquilo que é comum e deixar de lado aquilo que os separa. E, portanto, acho que foi de mau tom, foi grosseiro, até, ter introduzido um elemento que, ainda por cima, não é rigoroso, não é verdadeiro, é mentiroso. Nunca houve recusa nenhuma do PCP ao diálogo com o BE e se até quisermos fazer uma retrospectiva histórica e breve verificaremos que quem teve um processo de exclusão do PCP no chamado diálogo das esquerdas foi o BE que organizou aqueles encontros do Trindade, etc., excluindo o PCP. Mas isso serve de ressentimento? Não serve absolutamente nada.
Qual é a primeira medida que urge implementar no distrito, nomeadamente no sector do emprego?
Todas. Não há uma medida. Repare, isolar, neste momento, as políticas é o pior erro que pode acontecer. As medidas do emprego têm que estar articuladas com as políticas económicas, com as políticas do desenvolvimento. Têm que estar simultaneamente articuladas com políticas de valorização do trabalho e, depois, têm que ter uma dimensão social, onde os aspectos da educação, do ensino, da saúde, da segurança social, da justiça estejam perfeitamente interligadas. Tem que estar interligadas, também, com a garantia dos direitos dos cidadãos. Perguntar-me-á para o plano do emprego, que políticas económicas activas? Que se privilegie o aparelho produtivo. Esta é a questão central do desenvolvimento.
E como é que isso se alcança?
Com investimento...
... com investimento, com redução de impostos, com políticas diferenciadas?
O mais fácil neste quadro é propor o abaixamento de impostos. O PS propôs há quatro anos baixar os impostos e quando lá chegou aumentou-os. O problema, mais do que estar aqui a decidir – até porque essa não é uma questão que o deputado do distrito de Castelo Branco tenha que decidir – tem que haver discriminação positiva do interior, tem que haver uma política de solidariedade do todo nacional para com o interior, onde se inclui o distrito de Castelo Branco. Isso sim. Se é através da redução de impostos, se é através da redução da taxa do IVA para as micro, pequenas e médias empresas, para os agricultores, por exemplo... são tudo medidas que podem e devem ser articuladas. Agora o problema do emprego tem a ver com esta orientação central: aparelho produtivo. Não é preciso mais dinheiro, mas basta que haja uma reorientação dos investimentos. Aquilo que se está a fazer com os apoios cegos ao sector financeiro, aquilo que se está a perder com as offshores é um escândalo. Era suficiente para canalizar investimentos dirigidos ao interior e ao aparelho produtivo. Tem que haver opções políticas. Estamos cá para servir quem? Os mais desfavorecidos, os que mais precisam ou os grandes senhores do capital, os que mandam em tudo?
É sindicalista e disso não nos podemos abstrair. Qual é a sua previsão do desemprego que podemos ter no distrito no final do ano?
Gostaria de ser um anunciador de boas notícias, mas quero-lhe dizer, infelizmente, que temo que se vá agravar mais o desemprego, que haja situações ainda muito complicadas.
Nesta altura serão dez mil os desempregados?
Com todos os abatimentos, com todas as falsificações de números, manipulações de números, não conseguem fugir dessa referência. E, muito sinceramente, creio que ainda há alguns factores de preocupação quanto ao seu agravamento. Tenho vivido situações que, reconhecerão, são muito penalizadoras para nós próprios. Eu vejo pessoas a chorar e choram porque querem defender as empresas, não conseguem viver porque não têm salário; têm que comprar os livros para os filhos, porque têm que pagar a casa, o carro. São situações que me deixam profundamente abalado e triste.

Nuno Francisco e Dulce Gabriel


Gatos Fedorentos - Entrevista a Paulo Portas

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Gatos Fedorentos - Entrevista a Manuela Ferreira Leite

Gatos Fedorentos - Entrevista a José Socrates

A desfaçatez a desvergonha o dilate de Carlos Pinto

Ainda esta semana vai a meio e já fui bombardeado por duas vezes com panfletos publicitários do candidato do Partido da Covilhã (leia-se PSD).
O primeiro foi emitido pelo candidato Carlos Pinto em papel timbrado da Câmara Municipal para anunciar uma obra reclamada pelos moradores da freguesia de Boidobra há já cerca de oito anos, pela voz e escrita do seu Presidente de Junta. O requinte da carta leva a que, incluso faça chegar a planta onde a obra se vai realizar. Confesso que quando recebi o dito cujo, a única coisa que me lembrou foi de fazer as contas de quanto teria custado aos munícipes este panfleto de campanha eleitoral do PSD e cheguei ao valor de mais ou menos 2.500.00 €, isto se foram impressos tantos panfletos quantos os fogos existentes na freguesia. Que falta esse dinheiro faria para pagar a fornecedores com facturas em atraso. Mas mais grave é o município gastar este dinheiro para fazer campanha partidária o que chega a ser obsceno.
Mas hoje a saga continuou, e para meu espanto, recebi na caixa de correio, não 1 ou dois mas sim 3 papelinhos do mesmo candidato. Um faz anunciar que o candidato estará amanhã no largo da igreja o que me parece perfeitamente normal. O que de anormal tem o papelucho é dizer isto “Assinatura de compromisso eleitoral com o cabeça de lista do PSD à Assembleia de Freguesia e Associações da Freguesia da Boidobra” mas mais, “assinatura de contrato eleitoral entre Carlos Pinto, candidato à Câmara da Covilhã e o cabeça de lista do PSD à Assembleia de Freguesia”. Então é assim: Se o Partido da Covilhã ou PSD (ninguém entende a trapalhada) ganhar as eleições na Freguesia da Boidobra vai haver obra senão que se danem. Chama-se a isto, chantagem, Sr. Carlos Pinto. Lembro que já nas eleições anteriores o mesmo figurante fez a mesmíssima coisa e isso leva-me ao segundo papelinho, (programa eleitoral do mesmo partido) que diz;
Titulo: Compromisso conjunto Câmara/Freguesia da Boidobra. Logo o título contém um grande e grave equivoco Sr. Carlos, então se é um compromisso entre as duas autarquias não o deviam assinar, ou melhor, já ter assinado com o actual Presidente de Junta?
Senão vejamos o rol de obras exigidas pela freguesia na pessoa do Sr. Prof. José Pinto que tanto tem feito por esta população desde 1989 e que este Presidente de Câmara teimosamente e de forma sectária tem recusado pela simples razão de esta freguesia ser a única do concelho da Covilhã governada por gentes ligadas, ou simpatizantes da CDU. Esta é a freguesia considerada modelo, mas que se afigura como uma espinha na garganta do candidato daquela coisa que eu não sei bem o que é. Ai vai o rol de pedidos feitos que receberam um não por parte do Sr. E agora contempla no seu programa.
1. Construção de variante à Boidobra;
2. Construção do Pavilhão Desportivo;
3. Construção do Relvado sintético, no Bairro da Alâmpada;
4. Requalificação dos arruamentos e iluminação pública no centro histórico;
5. Aquisição e reconversão de imóveis degradados no centro histórico;
6. Construção da Sede da Junta de Freguesia;
7. Alargamento da estrada de acesso ao CCD – Estrela do Zêzere;
8. Construção de passagem de nível desnivelada;
9. Construção do parque infantil da Quinta Branca.
O Programa inclui ainda mais quatro larachas de verbo político para não cumprir e que me abstenho de transcrever.
A isto digo: Sr. Carlos veja se tem vergonha na cara, pois é feio enganar as populações.
 
Terceiro e último papelucho desta vez com o nome de Jornal de candidatura. Retirei algumas passagens que me parecem interessantes começando desde logo pelo curriculum vitae do candidato que felizmente não se auto intitulou de Dr. ou Eng., mas que mesmo assim fez questão de dizer que é diplomado em qualquer coisa. Ignorou desde logo, talvez de propósito quem sabe, a sua passagem como deputado municipal nos anos idos de 1979, em que algumas vezes fora mandado calar pelos próprios pares de partido porque o homem nessa altura tinha enormes dificuldades em articular uma frase completa. Talvez por isso mesmo, hoje trate este órgão autárquico com o desdém, arrogância e prepotência que se conhece.
Nas páginas centrais afirma; “A Covilhã não é propriedade de nenhum partido político”. Tem toda a razão Sr. Carlos. Mas o Sr. engana a população covilhanense ao afirmar que se candidata pelo Partido da Covilhã, (última página do panfleto) quando na verdade, verdadinha, candidata-se pelo PSD, não se coibindo de criticar os outros candidatos, afirmando que estão reféns de partidos políticos.
Mais uma vez Sr. Carlos, tenha vergonha na cara.
A provar mais uma vez o que afirmo é o facto de na última página regozijar-se pelo facto do PSD apresentar listas às 31 freguesias do concelho da Covilhã. Mas é PSD ou Partido da Covilhã? No que ficamos afinal?
Mais uma vez Sr. Carlos, tenha vergonha na cara.
Uma última nota para dar conta que, e também na última página afirma que iniciou o porta a porta ao encontro dos Covilhanenses para com humildade pedir o seu voto. NÃO RESISTI E DEI UMA IMENSA GARGALHADA. Humildade????????
Mais uma vez Sr. Carlos, tenha vergonha na cara.
Nota: Não coloco fotos do candidato porque não quero ser conotado como seu apoiante. Chiça!

O que uma Campanha Eleitoral pode fazer

O Governo decidiu reforçar com mais 600 milhões de euros a Linha de Crédito PME Invest IV, passando agora as empresas a ter mil milhões de euros à disposição.
A linha, lançada há cerca de três meses, "destina-se a facilitar o acesso ao crédito das micro e pequenas empresas do sector exportador", salienta o Ministério da Economia e da Inovação, em comunicado.
 
O Ministério liderado por Fernando Teixeira dos Santos argumenta que esta decisão "visa atender à ampla procura deste instrumento por aqueles segmentos de empresas, consolidando e reforçando a sua competitividade num momento em que a economia dá sinais de alguma recuperação".
 
A linha PME Invest IV, quando é utilizada pelo sector exportador, beneficia de uma garantia de 50 por cento, assegurada pelo Sistema Nacional de Garantia Mútua, e aumenta para 75 por cento no caso das Micro e Pequenas Empresas. "Em ambos os casos beneficiam de uma ampla bonificação da taxa de juro", vinca o Ministério da Economia e da Inovação.
 
No total das linhas de crédito PME Invest, criadas para ajudar as empresas a superarem a falta de liquidez resultante da crise económica, "foram aprovadas mais de 42 mil operações num montante superior a quatro mil milhões de euros, beneficiando empresas responsáveis por mais de quinhentos mil postos de trabalho", conclui o Executivo.
 
Lusa