Os partidos chamados mais pequenos queixaram-se na passada segunda-feira dia 14 de Setembro, no programa Prós e Contras da RTP, que estão a ser descriminados pela comunicação social, não dando cobertura aos seus programas e às suas iniciativas.
Têm de facto muita, senão mesmo, TODA A RAZÃO. Num País dito democrático a comunicação social, quer nacional, quer regional, quer a escrita que a falada e sobretudo as televisões, tudo fazem para calar a voz das minorias, defendendo assim o actual status.
A isso chamo simplesmente, favorecimento do poder.
Lembrei-me de escrever estas palavras pelo facto de no passado domingo dia 13 de Setembro a CDU ter realizado uma sessão (almoço) de lançamento de Campanha Eleitoral no pavilhão da ANIL na Covilhã, e mesmo após terem sido convidados a comparecer, nenhum órgão de comunicação social da região se dignou marcar presença para fazer a cobertura do evento.
Ainda esperei por segunda e terça-feira para ver se alguns dos jornais regionais fazia eco da iniciativa que contou com a presença de muitas centenas de pessoas e de todos os candidatos da CDU, quer às eleições Legislativas de 27 de Setembro, quer às Eleições Autárquicas de 11 de Outubro pelo Distrito de Castelo Branco, mas nada, absolutamente nada. Esta é forma simpática que a comunicação regional encontrou para fazer favores ao poder instalado, ignorando por completo as iniciativas da CDU.
Evidentemente que esta iniciativa, não teve a multidão que antes o Partido da Covilhã tinha tido no mesmo local, mas, também é verdade que nesta iniciativa os apoiantes da CDU tiveram de pagar o respectivo almoço e o transporte para se deslocarem até ao local. Na CDU não se pagam autocarros e almoços para arrastar multidões, por uma questão de princípio e porque não existe a abundância que outros demonstram ter.
Luís Garra a Discursar Ladeado por outros Candidatos
Mas o importante da iniciativa foi a mensagem deixada pelos oradores principalmente o discurso do 1º candidato a deputado da CDU pelo nosso distrito LUÍS GARRA.
Luís Garra mostrou estar à altura dos acontecimentos, fazendo um discurso de cerca de meia hora com muito improviso, cheio de força, enorme vitalidade, muita garra fazendo jus ao seu nome, vontade de vencer, e sobretudo, mostrou ser um conhecedor profundo do distrito pelo qual se candidata ao contrário de outros que terão enorme dificuldade em saber os nomes dos concelhos que compõem o distrito de Castelo Branco, como será o caso do candidato pára-quedista do PSD.
Luís Garra voltou a desafiar, e disse pela última vez, o candidato do PS (José Sócrates) a debater com ele e com os restantes candidatos os problemas que mais afligem as populações do distrito. “Senão aceitar, então demonstra ter medo da discussão”.
Pela primeira vez, falou do candidato do BE, criticando a atitude demonstrada num entrevista dada recentemente ao Jornal do Fundão em que afirmara que o grande objectivo do BE era ser a 3ª força política no distrito, abdicando da eleição portanto. Assim se confirma que a candidatura do BE no distrito é uma candidatura de divisão da esquerda, tendo como único objectivo evitar o crescimento de uma força que tinha e tem, como verdadeiro objectivo a eleição de um deputado à Assembleia da República para assim melhor poder representar os trabalhadores junto do poder central.
Aliás este candidato com mais de 60 anos de idade, nunca fez nada a favor do distrito e que pelo simples facto de se candidatar também não acrescenta nada de positivo. Talvez a sede de protagonismo o levasse a candidatar-se o que se lamenta.
Afirmou ainda aos presentes que em todo o Distrito se perguntarem quem é o candidato da CDU, toda a gente responderá Luís Garra, ao passo que outros candidatos passam despercebidos no anonimato do partido pelo qual se candidata.
Numa alusão clara ao primeiro-ministro que recentemente encheu a boca com o fim da crise, Luís Garra afirmou de improviso, não ser verdade ao exemplificar com clareza e sem ambiguidades, as enormes dificuldades porque passam as populações em geral, nomeadamente os desempregados, as pequenas e médias empresas, (moda de verão do PS+PSD+CDS) a quem lhes é negado o acesso ao crédito bancário, os pequenos agricultores que se vêm na contingência de abandonar as suas pequenas plantações por falta de apoios governamentais em suma em quase todos os sectores de actividade Nacional.
Tinha poucas ou nenhumas dúvidas em relação ao meu voto em 27 de Setembro, mas ao ouvir Luís Garra fiquei com uma certeza, o voto útil no Distrito de Castelo Branco é o VOTO NA CDU.