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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Manuela Moura Guedes manda em Passos Coelho?

Falemos hoje de uma situação muito mal esclarecida deste governo. Muito mal esclarecida e que nada dignifica nem o executivo, nem a nossa (parece que já) pobre democracia. Refiro-me ao episódio Bernardo Bairrão. O EXPRESSO desta semana fez um trabalho notável (e que convido o leitor a consultar com toda a atenção) sobre a história do secretário de Estado da Administração Interna que não o chegou a ser. No entanto, o episódio tem aspectos muito preocupantes e revela o primeiro sinal de fragilidade de alguns membros do governo e mesmo do Primeiro-Ministro:
a) Apesar de o Expresso no sábado afirmar que a história nada teve a ver com Marcelo Rebelo de Sousa, a verdade é que, na sequência de um texto meu anterior sobre o tema, recebi um mail de uma figura relevante do PSD a concordar com a minha tese (a de que Passos quis tramar Marcelo Rebelo de Sousa) e que o Professor será corrido da TVI dentro de 4 meses. Até porque Bernardo Bairrão demitiu-se do estação de Queluz de Baixo, afastando-se desta forma o grande entusiasta da contratação de Rebelo de Sousa. Se assim for, confirma-se que Passos Coelho não abdica dos métodos Socráticos de domínio da comunicação social. E Miguel Pais do Amaral, que na sequência de pressões do governo Santana Lopes tentou calar Marcelo, até já domina a TVI e grande aliado de Paulo Portas;
b) Manuela Moura Guedes ligou para Passos Coelho contra a inclusão de Bernardo Bairrão no governo. E foi aí que tudo se precipitou. Se assim foi, significa que o Primeiro-Ministro de Portugal tem medo de Manuela Moura Guedes! Então, decide-se em função de um SMS da jornalista que esteve para a SIC, mas já não vai? O casal Moniz manda em Passos Coelho. E Miguel Macedo ligou a Bernardo Bairrão para justificar que a saída se deve a pressões de vários lados. Ora, isto é digno de uma República das Bananas! Se o governo não consegue resistir a pressões pela nomeação de um secretario de Estado, quem nos garante que terá autoridade para tomar medidas dificéis indispensáveis para o futuro de Portugal? Quem nos garante que não ficará refém destas pressões? É um péssimo sinal...
c) Mais uma vez, nesta história, aparece a Ongoing, a empresa mais misteriosa deste país. Que tem nos seus quadros gente ligada a Passos Coelho. Será que a promotida privatização da RTP é uma cedência á Ongoing? Não sei...Mas que tudo isto é muito estranho, lá isso é. Entretanto, Portugal e os Portugueses sofrem...
P.S.- A Ongoing processou o Nicolau Santos, jornalista do Expresso, por uma opinião bem fundamentada e certeira. Quanto a mim, empresas que tentam silenciar pelo medo são sempre de desconfiar...digo eu...

texto de João Lemos Esteves no Expresso

Continuação do Capitulo anterior
Publicado no expresso

A saída de Bernardo Bairrão da lista de secretários de Estado foi o ponto final num processo de bastidores que se desenrolou em pouco mais de 24 horas. Um processo que começou com um SMS de Manuela Moura Guedes para o telemóvel do primeiro-ministro, na noite de domingo, e que acabou por envolver vários ministros numa tentativa de perceber se havia ou não algum 'caso' que pudesse impedir Bernardo Bairrão de transitar de administrador da TVI (Media Capital) para a equipa do Ministério da Administração Interna.
O núcleo político do Governo não chegou a nenhuma conclusão sobre as suspeitas mas ficou assustado com as pressões e deixou cair Bernardo Bairrão sem apelo, apesar de este ter sido formalmente convidado para o cargo uma semana antes, com o conhecimento de Passos Coelho.
Ao contrário do que fontes do Governo deram a entender, o recuo não teve nada a ver com a fuga de informação de Marcelo Rebelo de Sousa. Esteve, tão-só, ligado a guerras antigas da TVI, que foram ajustadas na semana passada. E a um clima epidérmico que a possível privatização da RTP provocou em grupos interessados. O calendário dos acontecimentos ajuda a esclarecer o caso mais estranho do Governo.
Segunda-feira, 20 de junho. Miguel Macedo convida Bernardo Bairrão para secretário de Estado da Administração Interna. O convite foi feito depois de Passos Coelho considerar uma ótima escolha e não achar impeditivo o facto do administrador da Media Capital ser contra a privatização da RTP. Bernardo Bairrão pediu dois dias para pensar.
Quarta-feira, 22 de junho. Bernardo Bairrão vai a Madrid falar com os espanhóis da Prisa, acionistas maioritários da Media Capital. Diz-lhes que vai aceitar o convite e telefona a Miguel Macedo.
Quinta-feira, 23 de junho. Já em Lisboa, Bernardo Bairrão informa os colegas de administração da Media Capital de que vai ocupar um cargo público.
Sexta-feira, 24 de junho. Bernardo Bairrão comunica a José Alberto Carvalho, diretor de informação da TVI, que vai ocupar um cargo público.
Sábado, 25 de junho. A administração da TVI decide que tem de informar a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) na segunda-feira sobre a saída de bernardo Bairrão, porque se trata de um "facto relevante" de uma empresa cotada em Bolsa.
Nesse mesmo dia, Marcelo Rebelo de Sousa é informado por um membro do Governo do PSD de que Bernardo Bairrão vai para a equipa de Miguel Macedo. Nesta altura, a informação é do conhecimento de todo o núcleo político do Executivo, que a considera uma "grande contratação".

Moura Guedes enviou SMS a Passos Coelho e a partir daí o medo de um 'caso' disparou


Domingo, 26 de junho, 18h30. Bernardo Bairrão sabe que Marcelo Rebelo de Sousa vai divulgar a sua saída e vai à TVI falar com o comentador. Por precaução, avisa Júlio Magalhães, pivô do "Jornal da TVI", para este não ser apanhado de surpresa no ar.
Domingo, 26 de junho, 20h. Marcelo Rebelo de Sousa divulga a ida de Bernardo Bairrão para o Governo. É aqui que tudo se precipita.
O momento pode ser assinalado com precisão porque decorre de um SMS enviado por Manuela Moura Guedes para o telemóvel de Passos Coelho e que levou o primeiro-ministro a levantar a questão a outros membros do Governo, para saber se existia algum 'caso' com Bernardo Bairrão.
O SMS levantava suspeitas antigas sobre alegados negócios de Bernardo Bairrão. Um tema que era falado nos meios jornalísticos, sobretudo depois da rápida saída do ex-diretor de programas da TVI, André Cerqueira, para o Brasil. Nessa altura circularam informações sobre alegados negócios de quadros da TVI com a TV Zimbo em Angola e o "Correio da Manhã" chegou a publicar uma notícia sobre isso. Mas nunca se soube nada de concreto.
Os factos públicos remontam ao tempo em que Bernardo Bairrão e José Eduardo Moniz eram muito próximos. A ponto de terem constituído uma sociedade em 2008 para prestarem serviços de consultoria no lançamento da TV Zimbo, de Angola. A sociedade teve vida curta, porque um ano depois a TVI estabeleceu um protocolo com os parceiros angolanos.
Mais tarde, a Plural (produtora da ficção da TVI) entrou como sócia minoritária na Plural Angola. Estas parcerias sucitaram comentários na estação de Queluz, sobretudo depois de Bernardo Bairrão ter ficado na administração que negociou a saída de José Eduardo Moniz da TVI e que afastou Manuela Moura Guedes dos ecrãs nas vésperas das legislativas de 2009.
José Eduardo Moniz é hoje vice-presidente da Ongoing, grupo interessado na privatização da RTP.
Foi este o tema que renasceu na noite de domingo, a ponto de assustar o primeiro-ministro, que tinha imposto regras claras de que ninguém com eventuais 'casos' jornalísticos ou judiciais devia entrar para o Governo.
Segunda, 27 de junho, início da manhã. Paulo Portas telefona a Miguel Pais do Amaral, homem-forte da Media Capital (e ex-patrão de Portas n'"O Independente") para saber se há algum problema na vida empresarial de Bernardo Bairrão. A resposta tranquiliza Paulo Portas, que informa o primeiro-ministro. À mesma hora, Miguel Relvas, ministro dos Assuntos Parlamentares, fala com Manuela Moura Guedes. Feito o balanço dos telefonemas, é decidido manter Bernardo Bairrão na lista.

Bairrão foi chamado ao MAI a meio de um almoço de despedida com Miguel Pais do Amaral


Segunda, 27 de junho, 11h. Passos Coelho leva a lista, com o nome de Bernardo Bairrão, ao Presidente da República.
Segunda, 27 de junho, 13h. Miguel Pais do Amaral almoça com Bernardo Bairrão no seu restaurante preferido de Lisboa, o Mezzaluna.
Segunda, 27 de junho, 14h30. No restaurante, Bernardo Bairrão recebe um telefonema de Miguel Macedo preocupado com pressões e insinuações que circulam. Bernardo Bairrão avança para o ministério. É aí que é confrontado com as informações sobre Angola e alegadas queixas da Ongoing, que tem ligações muito diretas à equipa de Passos Coelho.
Segunda, 27 de junho, 15h. Miguel Macedo chega à reunião do Conselho de Ministros ainda com Bernardo Bairrão na equipa. Mas as pressões continuam. Além de Manuela Moura Guedes e José Eduardo Moniz (que estava no Brasil, em representação da Ongoing) - e de cuja influência Miguel Macedo se queixou a várias pessoas esta semana -, a privatização da RTP fez o resto. Vários ministros receberam informações antes e durante o Conselho de Ministros sobre o 'caso' que podia atrapalhar o Governo nos seus primeiros dias de vida. Durante as duas horas de reunião há SMS a circular sobre o assunto, e as pressões alargam-se ao mundo empresarial, alegadamente a quem representa interesses diretos na privatização da RTP. Miguel Macedo percebe que está a perder o jogo.
Segunda, 27 de junho, 17h. O Conselho de Ministros acaba e Passos decide retirar Bernardo Bairrão da lista. Paulo Portas não terá sido informado logo da decisão. Miguel Macedo fica lívido mas obedece para não criar problemas ao Governo.
Segunda, 27 de junho, 18h. Bernardo Bairrão avança de novo para o Ministério da Administração Interna para reunir-se com Miguel Macedo. No caminho, percebe que as edições online dos jornais já dizem que o seu nome saiu da lista. Bairrão e Macedo combinam a frase das "razões políticas e pessoais", que vão repetir no dia seguinte como motivo da desistência.
Segunda, 27 de junho, 20h. No Governo, criam-se as habituais cortinas de fumo: a fuga de informação de Marcelo Rebelo de Sousa, o alegado desconhecimento do convite e o facto de Bernardo Bairrão ser contra a privatização da RTP. Mas o caso não passou por aí.
Terça, 28 de junho, 20h17. Um longo email de Bernardo Bairrão chega a todos os trabalhadores da TVI. Nele, o administrador reafirma que "mesmo perante os últimos desenvolvimentos" mantém a intenção de sair do grupo. Assume que parte "com a consciência tranquila de tudo ter feito para defender os interesses das empresas - TVI e Plural" a que esteve ligado. Diz ainda que viveu aqui "momentos bons, maus, péssimos e fantásticos" e que tomou "boas e más decisões, das que gostaríamos de poder voltar atrás para corrigir. Mas o tempo não volta atrás".
Contactada pelo Expresso, Manuela Moura Guedes "desmente totalmente" as informações recolhidas e garante não ter "qualquer relação pessoal com o primeiro-ministro", com quem contactou "apenas para o entrevistar para o 'Correio da Manhã'". Já José Eduardo Moniz considerou o assunto "uma imbecilidade" que, acrescenta, "não tem fundamento nem faz sentido". Acabado de chegar do Brasil, recusou acrescentar qualquer outro comentário

terça-feira, 28 de junho de 2011

Secretários de Estado - NOVA EQUIPA

Aqui vai a lista de novos secretários de Estado do Governo PSD/CDS/TROIKA
Podem ler todos que não encontram o nome de Bernardo Bairrão, vetado por Passos Coelho.

Secretário de Estado da Cultura - Francisco José Viegas

Secretário de Estado do Orçamento - Luís Filipe Morais Sarmento

Secretária de Estado do Tesouro e das Finanças - Maria Luís Albuquerque

Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais - Paulo Núncio

Secretário de Estado da Administração Pública - Hélder Rosalino

Secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Europeus - Miguel Morais Leitão

Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação - Luís Brites Pereira

Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas - José Cesário

Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional - Paulo Braga Lino

Secretário de Estado da Administração Interna - Filipe Lobo D'Ávila

Secretário de Estado da Administração Patrimonial e Equipamentos do Ministério da Justiça - Fernando Santo

Secretário de Estado Adjunto do Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares - Feliciano Barreiras Duarte

Secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade - Teresa Morais

Secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa - Paulo Simões Júlio

Secretário de Estado do Desporto e Juventude - Alexandre Miguel Mestre

Secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional - António Almeida Henriques

Secretário de Estado do Emprego - Pedro Miguel Silva Martins

Secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação - Carlos Nuno Oliveira

Secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações - Sérgio Silva Monteiro

Secretário de Estado da Energia - Henrique Gomes

Secretária de Estado do Turismo - Cecília Meireles

Secretário de Estado da Agricultura - Diogo Santiago Albuquerque

Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural - Daniel Campelo

Secretário de Estado do Mar - Manuel Pinto de Abreu

Secretário de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território - Pedro Afonso de Paulo

Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde - Fernando Leal da Costa

Secretário de Estado da Saúde - Manuel Teixeira

Secretário de Estado do Ensino Superior - João Filipe Rodrigues Queiró

Secretária de Estado da Ciência - Maria Leonor Parreira

Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar - João Casanova de Almeida

Secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário - Isabel Maria Santos Silva

Secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social - Marco António Costa

Subsecretária de Estado Adjunta do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros - Vânia Dias da Silva

Secretário de Estado adjunto do Primeiro-ministro - Carlos Moedas

Secretário da Presidência e do Conselho de Ministros - Luís Marques Guedes

Estado de Graça!


comigo estáis tramados
Pois Bem, ao fim de pouco mais de uma semana de Governo de Passos Coelho o seu estado de graça terminou, pelo menos para mim, tornando-se assim no governo Português após o 25 de Abril que menos crédito me merece, em tão pouco tempo. Dirão que exagero o meu, talvez, mas vejamos.

Em campanha eleitoral dizia que o seu governo iria ter somente 10 ministros, afinal adicionou mais um e acabou por nomear 11. Afirmou também que iria ter um máximo de 25 Secretários de Estado afinal nomeia 35 e ainda teve tempo de vetar um nome (Bernardo Bairrão) porque este se tinha manisfestado contra a privatização da RTP e sobretudo. à quem comente por aí, para fazer birrinha a Marcelo Rebelo de Sousa, porque este de forma um pouco desbocada, como aliás já tinha feito com o anuncio da Candidatura de Cavaco Silva à Presidência da Républica, afirmou na sua habitual palestra domingueira, que o Administrador da TVI iria fazer parte dos eleitos para Secretário de Estado.
Mas temos mais, então o Homem arma-se em defensor dos dinheiros público e vai daí manda trocar o bilhete de avião para Bruxelas de executiva para económica e afinal de contas os membros do governo não pagam bilhete nas suas deslocações oficiais, prática aliás que já vem de há muitos muitos anos atrás. Esteve mal e mostra um total desconhecimento do funcionamento das Instituições.
Mas querem mais? Então aqui vai. Afirmou que a ele ninguem o ouviria falar do governo agora deposto e ao invés iria olhar em frente e trabalhar para que o nosso País tivesse futuro. Confesso que aplaudi a frase e quase lhe tirei o chapéu, pensei mesmo temos Homem. Afinal de contas da 1ª vez que se desloca a Bruxelas vem com ideias novas e diz. Como o Governo anterior não conseguiu controlar o défice das contas públicas vou ter que criar novas e mais drásticas medidas de austeridade, porque as que a TROIKA previu não chegam. Lembro-me perfeitamente que o Sr. Passos Coelho assinou conjuntamente com José Sócrates e Paulo Portas o memorando suicida da Troika, afirmando que era o melhor para todos nós e que não havia qualquer tipo de alternativa.
Quanto ao desempenho dos novos Ministros direi somente que o futuro a Deus pertence, mas um deles que ao que sei é tecnicamente bom, já começou a tropeçar na calçada, mostrando toda a sua fragilidade politica. Tratam-me por Álvaro!
Ok. Eu até estava a pensar tratá-lo por Sr. Ministro, mas já sei, a partir de agora e de cada vez que me referir a ele irei tratá-lo por tu cá tu lá, como se nos conhecemos e fossemos Amigos de longa data. Toma que é para aprenderes.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Assunção Esteves - Presidente da Assembleia da República


Depois da nega dos deputados a Fernando Nobre (Cata Vento), a Assembleia da República decidiu com 186 votos a favor, 41 votos em branco e um nulo eleger pela primeira vez na história, uma mulher para Presidente da Assembleia da República, 2ª figura na hierarquia da nossa Democracia.
Maria da Assunção Andrade Esteves nasceu em Valpaços a 15 de Outubro de 1956 (54 anos), e foi eleita deputada pela 1ª vez decorria o ano de 1987 (ano da maioria absoluta de Cavaco Silva), posteriormente foi Juíza no Tribunal Constitucional e Deputada no Parlamento Europeu.


sexta-feira, 17 de junho de 2011

Novo Governo de Portugal PSD / CDS-PP

Estes são os nomes dos novos governantes que para já estão a circular na comunicação social.
Desejo-lhes do fundo do coração, muito trabalho em prol dos mais desfavorecidos, o que infelizmente não acredito.


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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Abandono do euro e regresso à moeda nacional é única opção para Portugal

Nouriel Roubini
A única opção para restaurar competitividade e crescimento na periferia da zona euro é "abandonar o euro, regressar às moedas nacionais e conseguir uma maciça desvalorização nominal e real", considerou o economista Nouriel Roubini num artigo no Financial Times.
Num artigo publicado pelo jornal britânico, com o título de "A zona euro encaminha-se para a separação", o professor da universidade de Nova Iorque explica que a desvalorização do euro face ao dólar, a aplicação de reformas para aumentar a produtividade (o "caminho alemão") e a deflação são opções "pouco prováveis".
Como tal, "só há apenas uma outra maneira de restaurar a competitividade e o crescimento na periferia": a saída do euro e o regresso às divisas nacionais no caso dos países periféricos da zona euro, leia-se Grécia, Irlanda e Portugal.
Essa ideia, segundo Roubini, pode parecer hoje “inconcebível, mesmo em Atenas e Lisboa”, mas, refere o agora apelidado de “Doutor Realista” pela CNBC , “cenários que parecem hoje inconcebíveis podem não ser tão descabidos daqui a cinco anos, especialmente se algumas das economias periféricas estagnarem”.
A reestruturação da dívida “vai acontecer”, garante Roubini, que diz que a questão é apenas “quando (mais cedo ou mais tarde) e como (de forma ordenada ou desordenada)”, algo que, ainda assim, “não vai ser suficiente para restaurar a competitividade e crescimento”.
Se tal não vier a suceder, “os benefícios de [os países] se manterem [na zona euro] serão menores do que os benefícios de a abandonar, por muito atribulada e desordenada que essa saída venha a ser”.

A MINHA NOTA: Em plena Campanha Eleitoral que agora terminou um Lider partidário afirmou que este assunto devia ser colocado em cima da mesa para discussão. Logo os inteligentes da praça afirmaram que era uma ideia absurda tal como já o tinham e continuam a afirmar relativamente à reestruturação da divida pública.
Vamos ver o que o futuro nos reserva.

In Jornal I

Passos Coelho indigitado Primeiro-Ministro

Agora sim é oficial, O Presidente da Républica Srº Drº Anibal Cavaco Silva indigitou para Primeiro-Ministro de Portugal o Srº Drº Pedro Passos Coelho na sequência da vitória das eleições do passado dia 5 de Junho.
É caso para dizer Cavaco ordenou a remodelação da loja.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Sondagem de 03-06-2011 do Jornal Expresso

Esta é a última sondagem publicada pelo jornal Expresso num total de 10.
Constata-se, e a fazer fé neste estudo, que vamos ter uma maioria de direita no parlamento. Ao fim de 37 anos o sonho de Sá Carneiro pelos vistos vai-se realizar. Um presidente e um governo de Direita, o que não  augura nada de bom para o nosso futuro infelizmente.
Uma campanha de ataques pessoais que não serviu para esclarecer os Portugueses. A comunicação social tudo fez para que este resultado se viesse a verificar, utilizando a técnica de dar voz somente aqueles que tinham opinião favorável à actual politica, não dando por sua vez a mesma oportunidade aqueles que têm opinião contrária ao grande capital.
O PS e PSD não fizeram outra coisa senão denegrir a imagem dos outros lideres partidários, fazendo-me lembrar o ditado bem antigo que diz "deixa-me lá chamar a eles antes que me o chamem a mim", sim, porque atenção Pedro Passos Coelho tem telhados de vidro, tal qual o ainda primeiro-ministro Socrates. Acredito que o futuro primeiro-ministro, PPC ou talvez não, não vai ter a vida fácil, começando desde logo pelas exigências dos barões do seu próprio partido, além de ter que contar, com a luta dos trabalhadores na defesa dos seus direitos. Não pense o PSD+CDS que vai fazer de gato sapato o POVO Português. Em muitos momentos este Povo já deu provas que não se cala nem se vai calar se os sacrificios contiuarem a recair somente sobre si.
Dia 5 de Junho eu vou votar naqueles a quem estas sondagens dão 8.2%. VOTO CDU.

Eleições Legislativas 2011. Não fique em casa !

Dia 5 de Junho não fique em casa, vá votar.

Vote em consciência, e naqueles que lhe parecem, que melhor podem defender os direitos da população e sobretudo dos mais desfavorecidos. Vote, vote naqueles que querem tirar o País da mordaça que nos tentam impor.

Não se esqueça que este ano com a desculpa da crise económica que o País atravessa, o grande patronato (Belmiro de Azevedo (SONAE - Continente) e Alexandre Soares dos Santos (JERONIMO MARTINS – Pingo Doce) entre outros), obrigaram os trabalhadores sofre fortes ameaças, a trabalharem no 1º de Maio dia do trabalhador em todo o Mundo civilizado. Foi a primeira de muitas tentativas que se irão seguir para retirar se não todos a grande maioria dos direitos que Abril nos deu.

Evidentemente que o voto pode vir a confirmar-se errado no futuro, contribuir mesmo para que os políticos sem princípios que normalmente se servem do poder em vez de servirem o Povo, se perpetuem no poder e passarem incólumes, a todas a tropelias a que nos habituaram ao longo dos últimos anos de democracia, infelizmente NÂO HÁ JUSTIÇA IGUALITÁRIA.

Digo-vos e afirmo que a abstenção é o maior inimigo do POVO. Sim porque estudos provam, que a abstenção penaliza fortemente o povo trabalhador, pois são normalmente os mais desfavorecidos que estão desmotivados (e com muita razão) com a política e os políticos que nos tem governado e descartam assim a possibilidade, o direito e o Dever que a Democracia lhes concedeu, o DIREITO AO VOTO.

- Ao votar, tudo estamos a fazer para ajudar a mudar o rumo dos acontecimentos, se for um voto certeiro.

- Ao votar, estamos a dizer aos nossos políticos que queremos mudança de política, responsabilidade, honestidade e princípios democráticos na governação e que as pessoas não sejam um mero número.

- Ao votar de forma massiva os políticos terão um abre olhos, de que afinal de contas não poderão fazer o que lhes dá na real gana contra o povo, pois este está atento e é soberano.

- Na nossa região temos um motivo acrescido para não ficarmos em casa. Iremos votar contra aqueles que nos querem impor portagens. Somos uma região pobre sem condições para pagar em duplicado o que já estamos a pagar. Sim porque pagamos cerca de três cêntimos nos combustíveis que supostamente serviriam para pagar aos concessionários.

- Iremos votar para dizer BASTA.

- Ao votar, estamos a cumprir um direito e um dever cívico de cidadania.

- Ao votar, estamos a dizer aqueles que antes do 25 de Abril lutaram para haver liberdade em Portugal, que a luta valeu a pena.

Não vá na conversa que o Grande Capital fez enraizar na sociedade portuguesa de que os políticos são todos iguais que o que querem é tacho. Há felizmente políticos honestos que estão na vida política para servir o melhor que podem e sabem as populações. Há políticos que sabem que as pessoas não são meros números, são seres humanos.

Pense pela sua cabeça, tenha opinião própria, não vá no disse que disse ou muito menos, trate os partidos políticos como de um clube de futebol se tratasse, e em 5 de Junho vote pela mudança de politicas para de novo fazermos crescer o nosso País e ombrearmos por esse Mundo fora. O Povo Português é trabalhador, competente, honesto e sábio.

Não fique em casa no dia 5 de Junho, porque olhe que os votantes de direita não vão faltar.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Sondagem a 01-06-2011 do Jornal Expresso

Ainda está a tempo de evitar uma nova AD, que noutros tempos nada de bom fez ao nosso País.
Vote na mudança de politica

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Os pulhas que vão destruir a classe média

 
O que se está a passar neste país é uma vergonha. Uma pulhice, um roubo. A falta de senso e de responsabilidade política é tal que somos obrigados, ou pelo menos já nos habituámos de alguma forma a que assim seja, a aceitar tudo o que nos é imposto sem levantarmos grandes ondas. Sem questionarmos. Portugal Robot. "Porque tem de ser". "Porque é necessário". "Porque de outra forma ficaremos isolados da Europa, do mundo, do planeta, do universo, da Mota Engil, do BES". O MEDO. A política do medo. E as pessoas, humanas que são, deixam-se levar pelas patranhas de meia dúzia de mentirosos. Quem nos pôs assim? Quem levou o BPP e BPN à falência? Quem tapou o buraco com dinheiro que não lhe pertencia, dinheiro dos contribuintes? Quem gastou desmesuradamente o que não tinha e contratualizou o que nunca poderia concretizar? Quem maquilhou défice atrás de défice até ao descalabro final? Porque não estão estes senhores, este asco político e financeiro, este nojo engravatado, a bater com as costas no cimento frio de uma cela? A ver as barras de ferro passarem-lhes diante dos olhos? Muitos bancos foram à falência em diferentes países e estes não colapsaram financeiramente. Quem acreditou na mentira "escabrosa" da ruína do BPN? Quem nos fez acreditar? Porquê? Está visto que quem paga crise é a classe média. As usual. Já o está a fazer em suaves prestações e irá fazê-lo a doer. Vai desaparecer. Evaporar-se. Não são os desempregados, os idosos e reformados ou os protegidos da corja que continuam a facturar milhões que vão ser afectados. A classe média, a tal que faz girar e crescer uma economia, que a estabiliza, que a alimenta e indica se os níveis de desenvolvimento de um país estão a acompanhar o seu crescimento vai pura e simplesmente ser dizimada. Esmagada. Vai desaparecer lentamente. Portugal "latino" no seu pior. Um país de extremos, de pólos, de desigualdade e de indignidade. Agora pergunto: quem vai ser responsabilizado? Quem governou este país como se fosse uma mercearia de bairro durante anos com tiques de "irritadiço de paróquia", de forma deplorável e irresponsável? Quem nos disse que estava tudo bem, que a "crise tinha sido ultrapassada"? Que Portugal se tinha comportado muito acima do nível dos outros países da UE ao suportar o embate da crise internacional.
Quem nos disse que não iria haver nova recessão, sim, esta em que estamos mergulhados actualmente?
Qual é o único país em recessão este ano na UE?
Quem nos disse que jamais iríamos necessitar de ajuda externa?
Quem vai julgar esta gente?
Quem?
Quando?
Como?
As eleições?
O tempo?
Não chega! Não chega! Lamento, mas pelo menos para mim não chega.

Tiago Mesquita (www.expresso.pt)