segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Gastaram 124 mil € de banco

Pois é, a Covilhã é mais uma vez noticia. Nem sempre pelas melhores razões.


A luta pela recuperação do dinheiro dura há oito anos. Um bancário fez confusão entre o escudo e o euro e creditou 124 mil euros – em vez de 124 mil escudos – na conta de um casal da Covilhã. E os clientes não se fizeram rogados. Gastaram o dinheiro e, quando o banco deu pelo engano, alegaram que aquela importância havia sido depositada como parte de uma herança pela morte de um familiar. O processo foi parar a tribunal.

A troca que deu origem à disputa jurídica ocorreu em Outubro de 2001. O funcionário queria creditar 124 mil escudos, o equivalente aos 618,51 euros que o casal podia usar, mesmo sem ter dinheiro na conta, mas o sistema informático assumiu crédito de 124 mil euros.
Segundo o acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra (TRC), a que o CM teve acesso, os dois fecharam-se em copas e gastaram a verba em menos de um ano.
O banco entrou com uma acção judicial para recuperar o dinheiro, mas o casal contestou, assegurando que o depósito era resultado de uma herança. Este argumento, porém, não convenceu o Tribunal da Covilhã, que ordenou a devolução do dinheiro, com juros de mora, condenando ainda o casal a uma pena de multa por litigância de má-fé.
Os réus recorreram para o TRC, mas os juízes-desembargadores mantiveram a sentença da primeira instância. E o dinheiro terá mesmo de ser reposto.
In Correio da Manhã

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