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Bolsa de Lisboa

sábado, 19 de setembro de 2009

1000 Visitantes



A Vinte e cinco de Maio de 2009, decidi criar este Blogue com o único intuito de ir escrevendo sobre o que de melhor e pior acontecia pela nossa região. Pretendia tão-somente, dar largas à imaginação passando à escrita o que me ia na alma. Ao longo dos últimos anos fui e vou, participando em vários fóruns temáticos e seguindo com pouca atenção confesso, vários Blogues Regionais e Nacionais, comentado os artigos sempre que me parecia apropriado. No entanto, a dada altura decidi que poderia ser mais interventivo e ter espírito critico, relativamente aos factos mais relevantes que vão acontecendo um pouco por todo o lado, nomeadamente na nossa bela Cova da Beira.

Tenho por principio não louvar o que os eleitos para o Governo ou Autarquias fazem de bem feito, pois parto do principio que quando foram eleitos, assumiram essa responsabilidade perante nós. Por outro lado sou, bastante critico relativamente ao que não fazem e prometeram, e ou que fazem mal, sobretudo quando isso colide com os interesses das populações, alem disso, não consigo conceber, que os eleitos usem o poder para se servir e não para servirem. Dirão que estou sempre do contra, mas esta é a melhor forma de dizermos aos responsáveis que nos governam quer nas Juntas, quer nas Câmaras quer mesmo no Governo que é possível fazer mais e melhor, obviamente sobre o meu ponto de vista, que até pode não ser o mais correcto.


Fui e vou escrevendo sozinho, e com o conhecimento de uns, muito poucos amigos, até que achei e incentivado por estes, que a minha mensagem podia começar a chegar um pouco mais além. A Vinte e oito de Junho decidi abrir o Blogue a comentários do exterior com moderação, e coloquei um simples contador de visitas para analisar afinal se valia a pena continuar na blogosfera. A resposta não se fez esperar e hoje dezanove de Setembro o blogue atingiu o número de mil visitantes, vindos sobretudo do norte de Portugal, ultimamente muitos da nossa região, mas também com visitas e participações do Brasil, Estados Unidos da América, França, Espanha, Suíça, Holanda, Inglaterra e outros. É pouco, bem sei, quando comparado com blogues da nossa região que têm essas visitas diariamente, mas a mim dá-me alento para continuar neste caminho solitário mas sabendo que vos tenho por perto.


Não tenho qualquer tipo de pretensão com a minha escrita a não ser a de dar a minha opinião livre, de um Homem livre, que anda minimamente atento à realidade global, e sobretudo às questões nacionais e regionais.


Confesso que na minha juventude fui activista partidário e cheguei mesmo a ser deputado municipal nos anos idos de 1979, tendo tido uma recaída (não me arrependo) em 1989, ano em que fui eleito para uma Assembleia de Freguesia do concelho e pertenci à direcção de uma colectividade. A partir dessa data nunca mais participei fosse no que fosse dedicando-me de alma e coração à minha família e actividade profissional que me tomavam por completo o tempo.


Hoje, sou um cidadão, ex-operário, ex-técnico, ex-empresário, desempregado à força sem qualquer tipo de subsídio, um cidadão anónimo, e que assim se quer manter, mas que ainda tem muito para dar a esta sociedade que se quer mais justa, onde as oportunidades sejam iguais para todos.


É evidente que o período eleitoral que atravessamos nos permite a todos ter um maior papel critico sobre o que se passa na sociedade, e nos leva a participar quer em blogues como este, quer em fóruns, quer em simples conversas de café ou mesmo participando na prática na vida politica, através da inclusão em listas candidatas sobretudo às autarquias, pois às legislativas isso está guardado para muito poucos.


Mas passado este período, devemos de forma clara ir tomando posição sobre o que se vai fazendo de melhor e pior em todos os locais. Temos de ter espírito crítico, e estar presentes na vida pública e politica para que aqueles que ajudamos a eleger não se esqueçam que existimos como têm feito de há cerca de 30 anos a esta parte. Não nos deixemos vergar pela soberba do poder.


Obrigado por me aturarem.



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